Alerta: facções usam redes sociais para atrair jovens com conteúdo disfarçado

Estratégia digital mistura entretenimento e crime para ampliar alcance entre adolescentes

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Alerta: facções usam redes sociais para atrair jovens com conteúdo disfarçado
© Tânia Rêgo/Agência Brasil

Um experimento conduzido pela Folha de S.Paulo acendeu o sinal de alerta sobre a atuação do crime organizado nas redes sociais. Em um perfil novo no Instagram, sem qualquer histórico, bastaram cerca de 30 minutos consumindo vídeos de bailes funk e manobras de moto para que o algoritmo passasse a recomendar conteúdos ligados a facções criminosas.

A dinâmica é sofisticada: vídeos com armas ocultadas por emojis, edições estilizadas de criminosos ao som de funk e trap, além de perfis que se apresentam como influenciadores ligados a grupos como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital. Esse fenômeno, conhecido como “narcocultura digital”, transforma o crime em produto de consumo, especialmente entre jovens.

A empresa Meta informou que removeu os conteúdos identificados e mantém campanhas educativas. Ainda assim, o teste revela uma fragilidade: o mesmo sistema que promete segurança digital segue sendo capaz de direcionar, em poucos minutos, usuários comuns para conteúdos que normalizam e até incentivam práticas criminosas.