No terceiro mandato e a poucos meses do calendário eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu publicamente o que muitos brasileiros já sentem na pele: a segurança pública nunca foi tratada com a devida seriedade. A fala veio acompanhada do anúncio de uma possível Guarda Nacional para atuação em crises, como bloqueios e avanço de facções. “Nunca levamos a sério essa questão da segurança”, reconheceu o próprio chefe do Executivo.
A declaração ocorre em um cenário crítico, com organizações criminosas ampliando influência e movimentando bilhões, enquanto propostas estruturais seguem travadas. A criação do Ministério da Segurança Pública depende de uma PEC já aprovada na Câmara, mas parada no Senado sob responsabilidade de Davi Alcolumbre, que também segura outras pautas sensíveis.
O resultado é um país exposto, onde o avanço da criminalidade contrasta com a lentidão política. Entre promessas tardias e disputas de bastidores, a sensação que fica é de abandono enquanto medidas concretas seguem à espera de decisões que não chegam.