A cena que o chavismo jamais imaginou: Maduro, de uniforme laranja, perante um juiz federal em Manhattan. Nesta segunda-feira, o deposto líder venezuelano tentou manter a farsa: "Sou inocente. Não sou culpado. Sou um presidente decente do meu país", alegando ter sido "sequestrado".
O juiz Alvin K. Hellerstein o interrompeu e registrou "não culpado" em seu nome. Cilia Flores também se declarou inocente. Ambos apareceram com camisas azul-marinho sobre os uniformes laranjas — imagem histórica.
O indiciamento de 25 páginas é devastador: por mais de 25 anos, líderes venezuelanos "abusaram de posições de confiança pública e corromperam instituições para importar toneladas de cocaína aos Estados Unidos". Maduro está "na vanguarda dessa corrupção", aponta o documento, que inclui conspiração para narcotráfico, importação de cocaína e posse de metralhadoras. O filho também é réu.
O “presidente decente” agora terá que se explicar diante de um júri americano.