Reportagem do Poder360 aponta que o Banco Master custeou a viagem do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, a Londres em abril de 2024, incluindo hospedagem em hotel de alto padrão. A própria PF afirmou não ter conhecimento dos valores envolvidos, enquanto Rodrigues não se manifestou. O episódio ocorreu no mesmo contexto de eventos promovidos por investigados que reuniram autoridades de alto escalão.
O caso se soma a outros relatos envolvendo figuras como Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Nunes Marques e o procurador-geral Paulo Gonet, todos citados em situações relacionadas a viagens e eventos financiados por terceiros ligados ao caso. As conexões descritas levantam dúvidas sobre a necessária distância entre autoridades e investigados.
Diante desse cenário, cresce a cobrança por esclarecimentos. A ausência de respostas claras e a coincidência de interesses colocam em xeque a credibilidade de instituições que deveriam atuar com independência. Quando surgem suspeitas dessa natureza, o dever de transparência deixa de ser opcional e passa a ser essencial.