Nota oficial da Corte comete deslizes jurídicos e reforça descrédito diante da população

Barroso erra o alvo e transforma o STF em palanque político

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Barroso erra o alvo e transforma o STF em palanque político
Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil/ARQUIVO

A tentativa do ministro Barroso de rebater a revista The Economist em nome do STF resultou em um espetáculo constrangedor. A nota oficial, recheada de erros jurídicos apontados por especialistas como André Marsiglia, serviu mais para proteger a imagem dos ministros do que para esclarecer fatos. O conteúdo atropela princípios constitucionais, como o da impessoalidade, previsto no artigo 37 da CF.

Ao afirmar que os atos de 8 de janeiro foram “ameaças à democracia”, o STF prejulga processos ainda em curso, o que compromete sua imparcialidade. A nota também distorce falas e ignora estatísticas que comprovam a falta de confiança da população na Corte, especialmente no Sul do país, onde a rejeição beira os 60%.

Barroso ainda tenta apagar com palavras aquilo que foi registrado em vídeo, como sua frase “nós derrotamos o bolsonarismo”. Ao transformar o STF em escudo pessoal e palco ideológico, o ministro rasga a liturgia do cargo e reforça o teatro institucional em curso no país.

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