Mauro Vieira evita citar nomes, mas ataca articulações contra o governo e defende soberania como “inegociável”

Chanceler critica brasileiros no exterior e minimiza crise com os EUA

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Chanceler critica brasileiros no exterior e minimiza crise com os EUA
Valter Campanato/ Agência Brasil

Durante cerimônia no Itamaraty pelos 80 anos do Instituto Rio Branco, o chanceler Mauro Vieira afirmou que o Brasil enfrenta “ataques orquestrados por brasileiros, em conluio com forças estrangeiras”.

Sem mencionar nomes, o discurso foi interpretado como um recado direto a Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos articulando sanções contra autoridades brasileiras, e ao presidente Donald Trump, que impôs tarifas de 50% sobre produtos brasileiros.

Vieira classificou tais ações como tentativas fracassadas de “subverter a ordem democrática” e exaltou a condução dos processos judiciais no país como “transparentes e com amplo direito à defesa”. O ministro reafirmou que a soberania brasileira “não é moeda de troca diante de exigências inaceitáveis”.

A fala ocorre em meio à escalada diplomática, marcada por retaliações americanas e críticas internas à condução da política externa do governo.

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