Mesmo com rombo bilionário, presidente do Senado trava investigação e tenta blindar aliado em diretoria estratégica da estatal

Correios sangram e Alcolumbre barra CPI para proteger indicado

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Correios sangram e Alcolumbre barra CPI para proteger indicado
Ricardo Stuckert/PR

Mesmo após prejuízo de R$ 1,35 bilhão no primeiro semestre de 2024, Davi Alcolumbre atua nos bastidores para impedir a instalação da CPI dos Correios. O requerimento do senador Márcio Bittar já soma 32 assinaturas, mais do que suficiente, mas Alcolumbre articula para que o documento não seja lido em plenário. “Não há vontade política sobre a leitura desse requerimento”, disse um líder do governo.

O pano de fundo é a nomeação de Hilton Rogério Maia Cardoso, afilhado político de Alcolumbre, para a Diretoria de Negócios da estatal. A área tem orçamento robusto e poder sobre contratos bilionários, o que explica o empenho do senador em manter tudo longe dos holofotes. Até senadores como Soraya Thronicke retiraram assinaturas após pressão direta da presidência do Senado.

Com a omissão institucional se sobrepondo ao interesse público, a CPI dos Correios virou mais que uma disputa política, tornou-se o retrato de como apadrinhamentos custam caro ao contribuinte e silenciam o Congresso quando mais se exige transparência.

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