Orlando Morando critica liberações de criminosos e cobra mais rigor do sistema de Justiça

Decisões judiciais reacendem debate sobre combate ao crime

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Decisões judiciais reacendem debate sobre combate ao crime
EBC

Casos envolvendo a libertação de criminosos apontados como perigosos voltaram a provocar críticas sobre a atuação do sistema de Justiça.

Em 2020, o então ministro do STF Marco Aurélio Mello concedeu habeas corpus a André do Rap, apontado como liderança do PCC. A decisão foi suspensa por Luiz Fux, mas o traficante já havia deixado a prisão e permanece foragido.

O caso também chamou atenção porque o pedido foi assinado por uma advogada de escritório cujo sócio era ex-assessor de Marco Aurélio. O ministro afirmou, na época, que não havia impedimento legal.

Em outro episódio, ocorrido em São Paulo em 2025, um homem preso com mais de 200 quilos de pasta-base de cocaína recebeu liberdade provisória em audiência de custódia. A decisão chegou a classificar a quantidade de droga como “pequena”, expressão posteriormente atribuída pelo juiz a um modelo padrão.

Para Orlando Morando, os episódios mostram que não basta ampliar operações, efetivo e prisões. É necessário garantir que criminosos de alta periculosidade permaneçam presos quando houver respaldo legal.