A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, avalia utilizar um relatório citado por Moraes para sustentar que não existem elementos que relacionem o investigado ou a lobista Roberta Luchsinger aos desvios no INSS.
Segundo os advogados, o material reforçaria a tese de que houve uma busca excessiva por provas e indicaria tratamento diferente de Mendonça em relação a outros investigados. O documento também registra avaliações de integrantes da própria Polícia Federal questionando a existência de elementos suficientes contra Lulinha e a lobista.
O ponto central, porém, é que o relatório teria sido classificado pela própria PF como material de inteligência, sem valor probatório, com análises avaliadas com grau de confiança baixo ou moderado.
A defesa ainda não protocolou o pedido. Lulinha é investigado em três inquéritos, não é réu nem denunciado e nega qualquer irregularidade.
A situação levanta uma questão: se o documento não é considerado prova pela PF, qual peso ele pode ter quando utilizado para sustentar acusações ou pedir o arquivamento de uma investigação?