Acareação revela tensão entre Polícia Federal e Supremo; ministério do STF tenta controlar roteiro de depoimentos

Delegada da PF e gabinete de Toffoli se desentenderam nos depoimentos do caso Master

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Delegada da PF e gabinete de Toffoli se desentenderam nos depoimentos do caso Master
Bruno Peres/Agência Brasil

Nos bastidores do caso Master, a delegada Janaína Palazzo encontrou obstáculos ao conduzir a acareação determinada por Toffoli. Ela foi surpreendida com a exigência de depoimentos individuais, sem comunicação prévia, enquanto a PF afirmava que a orientação da direção era realizar apenas a acareação.

Questionado, o juiz auxiliar Carlos Vieira Adamek ligou para Toffoli, que manteve a mudança. Janaína solicitou que a decisão fosse registrada em ata, buscando se proteger diante de ordens fora do rito formal. O ministro ainda enviou perguntas prontas para que ela lesse aos depoentes, controlando não apenas a investigação, mas também roteirizando os depoimentos.

Após quase sete horas, o diretor do BC foi dispensado. Vorcaro e o ex-presidente do BRB passaram pela acareação devido a “contradições” identificadas nos depoimentos, reforçando a tensão institucional entre STF e PF.

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