O governo federal e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, avançaram nas negociações para acelerar a tramitação da proposta que altera a escala de trabalho conhecida como 6x1. A medida prevê jornada máxima de 40 horas semanais, dois dias de descanso e manutenção integral dos salários. A Proposta de Emenda à Constituição está em análise em comissão especial da Câmara e poderá ser votada ainda neste mês.
O acordo foi discutido em reunião realizada na residência oficial da Câmara com participação dos ministros Luiz Marinho, José Guimarães e Bruno Moretti, além de parlamentares da base governista e aliados do Executivo. Paralelamente à PEC, o governo também pretende encaminhar um projeto de lei para regulamentar a aplicação das novas regras em diferentes setores da economia e categorias profissionais.
O debate sobre os impactos econômicos da medida já mobiliza setores políticos e empresariais. Durante audiência pública, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a mudança poderá estimular ganhos de produtividade, mas reconheceu que haverá impacto direto sobre os custos das empresas. Segundo reportagem publicada pelo portal Poder360, representantes do setor produtivo acompanham as discussões com preocupação sobre possíveis reflexos em despesas operacionais, preços ao consumidor e geração de empregos.