Levantamento com base em dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Banco Central do Brasil e Agência Nacional do Petróleo (ANP) aponta que o Nordeste concentra seis das dez capitais com maior alta na cesta básica no primeiro trimestre. No Recife, os preços subiram 9,82% em três meses, bem acima da inflação anual projetada. Itens essenciais, como o feijão, registraram aumentos expressivos em diversas capitais da região.
O cenário é agravado pelo avanço dos combustíveis, que impactam diretamente o custo de transporte e produção. A gasolina teve alta relevante na região, enquanto o diesel apresentou uma das maiores variações do país. Produtos como carne, leite e farinha também pressionam o orçamento das famílias, ampliando a perda de poder de compra.
Diante desse quadro, medidas econômicas passam a ser observadas com mais rigor pela população. A elevação contínua dos preços de itens básicos reforça a preocupação com o custo de vida e coloca em evidência os desafios para equilibrar renda e consumo no país.