Diálogos obtidos pela Polícia Federal e revelados pelo Valor Econômico indicam que o então chefe de gabinete de Lula teria repassado à lobista Roberta Luchsinger o contato de Swedenberger Barbosa, então secretário-executivo do Ministério da Saúde.
Segundo a apuração, Marcola também teria acompanhado as tratativas. A reunião ocorreu três dias após o pedido, quando a lobista buscava abrir caminho para um negócio envolvendo medicamentos à base de canabidiol.
As mensagens fazem parte de uma investigação e não representam, por si só, prova de crime. Não há, no material citado, indiciamento ou condenação contra os envolvidos.
A defesa de Marcola afirma que ele não intermediou negociações ou documentos relacionados a compras e licitações públicas e sustenta que os valores recebidos da lobista foram referentes a um empréstimo já quitado.