O ministro Alexandre de Moraes determinou a apreensão de 11 armas de fogo registradas em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro, além de revogar seu porte de arma e o Certificado de Registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC). A medida foi tomada no mesmo despacho que manteve a prisão domiciliar por motivos de saúde.
Na decisão, Moraes entendeu que a posse de armamento é incompatível com a atual situação jurídica de Bolsonaro, que cumpre pena em regime domiciliar e responde a investigações. Entre as armas está uma pistola apreendida durante uma blitz no Distrito Federal, em 15 de junho, quando estava com um sargento do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). A defesa afirmou que o equipamento havia sido encaminhado para manutenção.
As outras dez armas registradas em nome do ex-presidente deverão ser entregues à Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal. A Procuradoria-Geral da República não apontou falta grave no episódio, mas já havia defendido a incompatibilidade entre a posse de armas e a condição atual de Bolsonaro.