Acusação de “quebra de decoro” contra parlamentares críticos é vista como tentativa de intimidar vozes combativas e enfraquecer o debate legislativo.

Pedido de João Daniel contra opositores expõe clima de perseguição política na Câmara

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Pedido de João Daniel contra opositores expõe clima de perseguição política na Câmara
Bruno Spada/ Câmara dos Deputados

A Mesa Diretora da Câmara recebeu, em 6 de agosto de 2025, um requerimento do deputado João Daniel contra parlamentares de oposição, como Sóstens Cavalcante, Nikolas Ferreira, Zucco, Allan Garcês, Caroline de Toni, Marco Feliciano, Domingos Sávio, Marcel Van Hattem, Zé Trovão, Bia Kicis e Carlos Jordy, alegando “quebra de decoro parlamentar”.

O pedido foi encaminhado pelo presidente Hugo Motta ao corregedor, seguindo o Ato da Mesa nº 37/2009.

A iniciativa, contudo, levanta críticas por ser interpretada como mais um movimento para silenciar vozes combativas no Parlamento, desviando o foco de pautas relevantes para o país.

Acusações genéricas e sem base sólida fortalecem a percepção de perseguição política, em vez de defesa legítima do decoro.

Tal postura ameaça o livre exercício do mandato e o debate democrático, servindo mais como instrumento de intimidação do que como garantia de ética legislativa.

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