Dois anos após a privatização, a Sabesp registra uma forte aceleração nos investimentos em saneamento no Estado de São Paulo. Em 2025, a companhia aplicou R$ 15,2 bilhões, o maior volume anual de sua história e 120% acima dos R$ 6,9 bilhões investidos em 2024. Para 2026, a previsão é chegar a aproximadamente R$ 20 bilhões.
A desestatização foi concluída em julho de 2024. Com a operação, a participação do Governo de São Paulo caiu de 50,3% para 18%, enquanto a Equatorial passou a deter 15% das ações e assumiu a posição de acionista de referência.
O principal objetivo da companhia é antecipar a universalização dos serviços de água e esgoto. A Sabesp trabalha com a meta de alcançar praticamente toda a população atendida até 2029. Atualmente, são cerca de 1.100 frentes de obras simultâneas, com uma média de 2.400 domicílios conectados diariamente à infraestrutura de água e esgoto.
A empresa também mantém uma carteira de aproximadamente R$ 39 bilhões em investimentos contratados. Em 2025, entregou 16 estações de tratamento de esgoto e quase 800 quilômetros de grandes tubulações. Segundo a companhia, 2,8 milhões de conexões já foram realizadas e a meta é chegar a 4,1 milhões até o fim de 2026.
Os números recolocam os investimentos no centro do debate sobre o modelo de gestão do saneamento. Ao mesmo tempo, a expansão das obras envolve desafios regulatórios, operacionais e de execução, especialmente diante das metas progressivamente mais detalhadas para os municípios paulistas. A partir de 2027, a fiscalização da universalização passará a considerar indicadores por município e, posteriormente, recortes territoriais mais específicos.