Horas após o primeiro turno das eleições brasileiras, Donald Trump Jr., filho do presidente dos Estados Unidos, afirmou que o desmonte da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) contribuiu para o avanço da direita nas eleições presidenciais da América Latina.
“Desde que desmantelamos a USAID, a esquerda não ganhou uma única eleição presidencial na América Latina”, escreveu Trump Jr. nas redes sociais. Segundo ele, bilhões de dólares dos contribuintes americanos eram destinados a ONGs, programas de promoção da democracia e redes de ativistas que, em sua avaliação, apoiavam sistematicamente o mesmo lado político.
Trump Jr. classificou a atuação desses recursos como uma forma de “interferência eleitoral” e agradeceu ao empresário Elon Musk, que teve participação nos esforços do governo Trump para desmontar a estrutura da USAID. Musk também compartilhou uma reportagem sobre a eleição brasileira e fez acusações semelhantes contra a agência. A alegação de Trump Jr. sobre favorecimento eleitoral não foi acompanhada de evidências na publicação.
A manifestação ocorreu após o primeiro turno no Brasil, que terminou com Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) classificados para o segundo turno. O governo americano, porém, adotou uma postura cautelosa oficialmente: Donald Trump afirmou acompanhar a eleição de perto, sem declarar apoio a candidato, enquanto o secretário de Estado Marco Rubio apenas mencionou a expectativa de um segundo turno.