O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) recorreu ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, para que sejam autorizadas diligências que haviam sido negadas pela Polícia Federal no inquérito em que é investigado por suposta calúnia. A defesa argumenta que as medidas são essenciais para garantir o pleno exercício do contraditório e da ampla defesa, princípios previstos na Constituição.
Segundo os advogados, as provas solicitadas podem demonstrar que o parlamentar não agiu com intenção de cometer qualquer ilícito ao comentar, em rede social, uma reportagem sobre uma suposta reunião convocada pelo presidente Lula após a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos. A defesa sustenta que a apuração dos fatos pode contribuir para o esclarecimento do caso e afastar a acusação.
Entre os pedidos apresentados estão depoimentos de autoridades e personalidades ligadas ao tema, incluindo o próprio presidente da República e a líder opositora venezuelana María Corina Machado. O requerimento ainda aguarda análise de Moraes. O episódio reacende o debate sobre a importância da produção de provas e das garantias processuais asseguradas a qualquer investigado durante uma apuração judicial.