A criação da mascote “Pilili”, apresentada pelo Tribunal Superior Eleitoral durante evento comemorativo dos 30 anos da urna eletrônica, reacendeu discussões sobre prioridades no uso de recursos públicos. A personagem foi desenvolvida pela agência Octopus Comunicação, empresa que mantém contrato com o TSE desde 2022 e recebe cerca de R$ 6 milhões anuais para campanhas institucionais. Somente em 2026, já foram empenhados R$ 5,4 milhões em favor da agência.
A mascote, descrita pelo tribunal como uma representação “sem gênero definido” para simbolizar neutralidade, rapidamente repercutiu nas redes sociais. O visual cartunesco e a justificativa institucional provocaram críticas e memes, principalmente em razão do momento econômico e do contexto eleitoral. O nome “Pilili” faz referência ao som emitido pela urna eletrônica.
O episódio ampliou questionamentos sobre prioridades orçamentárias do poder público. Em meio a debates sobre limitações de verbas para áreas essenciais, como saúde e vacinação, o investimento em campanhas institucionais passou a ser alvo de cobranças da opinião pública. A repercussão reforça a crescente vigilância da população sobre contratos, publicidade oficial e gastos em órgãos públicos.