Representantes do setor afirmam que inflação, redução no custeio e mudança na metodologia enfraquecem anúncio do governo

Entidades do agro contestam discurso de recorde no Plano Safra

· 1 min de leitura
Entidades do agro contestam discurso de recorde no Plano Safra
EBC

O governo federal anunciou o Plano Safra 2026/2027 com R$ 610 bilhões em crédito para o agronegócio, classificando o programa como o maior da história. No entanto, entidades do setor contestam a avaliação e afirmam que o aumento nominal de 1,7% ficou abaixo da inflação estimada para o período, reduzindo o poder de compra dos produtores rurais.

As principais críticas recaem sobre os recursos destinados ao custeio da produção, que passaram de R$ 414,7 bilhões para R$ 384,9 bilhões, uma queda de 7,18%. Segundo representantes da Faep, Aprosoja e da Frente Parlamentar da Agropecuária, o valor total anunciado também foi ampliado pela inclusão de novas fontes de financiamento, como Ecoinvest e Move Agricultura, que não integravam os cálculos de planos anteriores.

Para o presidente do Sistema Faep, Ágide Meneguette, anunciar cifras elevadas não garante investimentos efetivos no campo se os mecanismos de acesso ao crédito forem insuficientes. As entidades sustentam que, desconsideradas as novas fontes incluídas pelo governo, o volume destinado ao Plano Safra empresarial apresentaria retração de 5,7%, contrariando a narrativa de crescimento apresentada no lançamento do programa.